“Estilo de Vida” é um conceito amplo que inclui a pessoa como um todo, apresentando muitos aspetos. Esses mesmos aspetos combinam-se para influenciar a saúde individual em todos os domínios: Físico, Mental, Espiritual e Social.

A forma como cada pessoa gere a sua própria saúde ao longo da vida, através de opções individuais expressas no que poderemos entender como estilo de vida, constitui uma questão fulcral na génese da saúde individual e coletiva. Neste contexto, e tendo em consideração que a saúde é o estado de bem-estar físico, mental e social que implica ausência de doença, é importante que a população vise não apenas aumentar a sua esperança de vida como também a qualidade da mesma.

Muitos problemas de saúde da meia-idade e da velhice resultam da forma como a pessoa viveu ao longo dos anos. Maus hábitos alimentares, a ingestão de álcool em excesso, o hábito de fumar e o sedentarismo, podem ter consequências como diabetes, doenças do coração e outras doenças crónicas. A possibilidade de viver e gozar de boa saúde por mais anos é maior se a pessoa criar hábitos saudáveis.

Somos seres de hábitos aprendidos (a maioria daquilo que nos faz ser quem somos é aprendido!) e, como tal, educam-nos e educamo-nos para aderir com grande facilidade às inúmeras situações de conforto que abundam na nossa sociedade.

Gostamos de estar confortavelmente sentados (e isso pode ser merecido e perfeitamente justificado) como podemos gostar de alimentos muito agradáveis mesmo que sejam completamente artificiais e carregados de aditivos (que provocam dependência).

É óbvio que, nestas coisas, a quantidade conta mas isso leva a que, muitas vezes, facilitemos a repetição dos erros (com desculpas ao estilo de “uma só vez não faz mal” e que servem apenas para apaziguar ou enganar a consciência!).

Há pessoas que fazem isso durante anos, ao ponto da sua vida e o seu aspeto mudarem: engordam, desenvolvem doenças, deformam-se, tornam-se mais lentos e envelhecem mais rapidamente. A esse conforto podem chamar-lhe bem-estar (apenas porque se sentem bem) mas estão errados.

O verdadeiro bem-estar tem a ver com a saúde. E todo o conforto que atente contra a saúde não é bem-estar. Para que o conforto faça parte do nosso bem-estar temos de ver as coisas de forma mais racional colocando a saúde em primeiro lugar (e não fazer disso um jogo de lotaria, confiando na sorte).

Crie uma relação boa com a comida mais saudável e nutra o seu organismo com alimentos saudáveis.

É certo e sabido que a comida processada e refinada pode provocar-lhe uma euforia momentânea, no entanto, quando ingerida em excesso, provoca desconforto, doenças, desespero, vergonha e autodesprezo.

Os alimentos como frutas, hortaliças, nozes e cereais integrais restabelecem o corpo, revitalizam a mente, fornecem-nos energia, tornam-nos mais bonitos, abrandam o processo de envelhecimento, fazem-nos sentir melhor com nós mesmos, e assim que as nossas papilas gustativas recuperarem o funcionamento normal, sabem ainda melhor que os outros.

Algo muito importante é o ambiente em que são feitas as suas refeições, sejam elas um lanche ou um almoço. Acredite é tão importante quanto a comida em si.

O Stress é sem dúvida, uma das principais causas que nos levam a comer em demasia. As escolhas alimentares quando estamos stressados também são diferentes, usualmente sob stress, o individuo tende a ingerir comida rica em açúcar e gordura.

Se o seu estilo de saúde é importante para si, a atividade física é uma exigência.

Já ouvi milhares de desculpas para não praticar exercício físico, “não tenho tempo”, “não gosto”, “não tenho dinheiro para ir para o ginásio”. É fácil arranjar desculpas.

A boa forma não tem que começar no ginásio. Gosta de escaladas? Adora dançar?

O segredo de ser consistente é tornar o exercício tão conveniente/ fácil/ fabuloso que não o fazer seria uma parvoíce.

Caminhe, dance, pratique ioga, pilates… mas faça.

Descanse entre 7 a 8 horas por dia.

Não coma nada 3 horas antes de ir para a cama.

Não deixe para mais tarde a vigilância da sua saúde. Invista, melhorando o seu presente e futuro.

De longe, a parte mais difícil é começar, libertar-se das garras dos hábitos que o convenceram de que comprar legumes, preparar o jantar ou subir aquele lance extra de escadas é impossivelmente difícil, hábitos que o fazem pensar que precisa de uma força de vontade e determinação sobre-humana para parar de comer a taça de doce à noite no sofá a ver televisão.

Pode transformar esses maus hábitos em bons hábitos que trabalhem a seu favor e não contra si. Transformar a alimentação saudável de um castigo em algo que adora.